25 de ago de 2009

Sobranceiro



Tudo pode ser estrago
Quando ando pelo chão de minha voz
E arremato-me em silêncios.

Minha carne treme sem sentir
O que é passado ou presente,
As pupilas varrem todos os ângulos
Em movimentos surpreendentemente prestos

Enquanto a luz se derrama em
Meus lábios, olhos, tocando e
Derretendo-se no lugar comum de
Minhas esquinas desavisadas...


Tudo pode ser estrago
Enquanto pairo...


Patrícia Gomes
Desconheço a autoria da imagem.

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