31 de ago de 2009

Eu, Espelho Meu



A noite me diminui na presença
de tua falta, e no breu , o silêncio toma corpo
enquanto eu, trôpega, completa de vazios
persigo sinuosos caminhos,
querendo apalpar a luz de tua carne,
sorver o mel dos teus olhos.

Quais mistérios guardam teu nome que
são intraduzíveis em qualquer língua,
viva ou morta e que me fascinam,
sólida e permanentemente?!

Procuro respostas, olhares, um som qualquer
no espelho claro que me molda,
e ele só reflete a manifestação, de respiração silente
e molhada, que imita meu corpo
aguando o teu...





Patrícia Gomes
Imagem: Pinçada no Google, desconheço a autoria.

Postado também na revista eletrônica Falópios

2 comentários:

Rosele disse...

Olá,
Adorei suas poesias e seu blog!
Já estou te seguindo.
Também possuo um blog onde coloco poemas e outras coisinhas e ficarei feliz com sua visita.
Também possuo um pequeno grupo de seguidores e se quiser fazer parte dele, seja bem vinda!
Abraços!

Patrícia Gomes disse...

Muito obrigada, pela visita, pelo simpático comentário e mais ainda por seguir essa Alma, Rosele!!! ;oD
Logo retribuo a visita, tá!

Abraços mais!