Engulo inteiro o faz de conta
Que me chega num laço apertado,
Em nós destemperados,
De tão gasta corda
Minha altura não contém
Nada de mim e os meus
Olhos enxergam menos e
Diminuo alma em escárnio
Equilibro minha sombra
Sobre o bico dos pássaros
Que algazarram a manhã
Em microfonias crestadas
Na primavera podei brotos de
Meus olhos bacentos e no inverno,
Que já arde, extirpei as parcas raízes
De um tronco morto
Habito fatos, deixei, há tempos,
Os sonhos como morada, sou
Como fruta seca no cesto,
Quem sabe valha semente.
Quisera sombras, nuanças,
No desalinho triste das minhas
Confusas emoções, enquanto cai
Dos olhos a noite em gotas prateadas...
Patrícia Gomes
Imagem: Johanna Julia Vilja
Que me chega num laço apertado,
Em nós destemperados,
De tão gasta corda
Minha altura não contém
Nada de mim e os meus
Olhos enxergam menos e
Diminuo alma em escárnio
Equilibro minha sombra
Sobre o bico dos pássaros
Que algazarram a manhã
Em microfonias crestadas
Na primavera podei brotos de
Meus olhos bacentos e no inverno,
Que já arde, extirpei as parcas raízes
De um tronco morto
Habito fatos, deixei, há tempos,
Os sonhos como morada, sou
Como fruta seca no cesto,
Quem sabe valha semente.
Quisera sombras, nuanças,
No desalinho triste das minhas
Confusas emoções, enquanto cai
Dos olhos a noite em gotas prateadas...
Patrícia Gomes
Imagem: Johanna Julia Vilja
Um comentário:
que lindo Pat!
o inverno arde e a sua poesia também ;)
xêros frô!
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