12 de jun de 2009

Engendro



Desajeitada, pisei em falso no
Calcanhar do teu passo em sombra e
Banhei-me em águas jorradas
Do chafariz de teus olhos.

Bebi, sedenta de eterna sede,
O teu leite desejo e engendrei a aurora
Do teu gozo enquanto, no cerrar da pálpebra,
Fez-se noite de raras estrelas

Esquecida em teu corpo
Perverti-me os lábios em
Juras e o coração, aos saltos
Batia quase sem ar

O cheiro do teu peso
Sobre o meu sublima a combustão
Fresca que lateja
Em meu ventre e,

Na véspera de um talvez, entre as frestas
Do meu piscar e teu sorriso, rompo
O gasoso adeus e no vão dos meus
Braços te guardo em vermelho beijo!




Patrícia Gomes
Imagem: Desconheço a autoria

Um comentário:

Pablo Frazão disse...

Parabéns.Acho sua poesia sensual , ardente e lúdica.