Mostrando postagens com marcador Desabafos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Desabafos. Mostrar todas as postagens

17 de out. de 2013

ausências...





Há algum tempo venho tentando calar essa história que não me sai da cabeça, e que se forma por causa da ausência de palavras ditas. É como se fosse uma folha em branco com palavras soltas, algumas frases organizadas, totalidades que se formam, mas que juntas nada definem. Tudo isso num rosto disfarçado de sorriso e respiração amena. Meu pensamento não se cala enquanto o que ouço são pios de corujas e um alarme de carro gritando, como se estivesse a girar, feito sirene. O verbo subentendido é quem mais me fala. Nele consigo encontrar todas as respostas, principalmente as que não quero, ainda mais quando me vejo banhada pelo escuro. O silêncio me mostra uma confusão de idéias e essa confusão não cala meu pensamento. Eu queria ao menos falar em lágrimas, mas não aprendi a chorar. Ou será que já chorei tanto que aprendi, sem perceber, a secá-las?...


Imagem: Jenni Holma


8 de set. de 2012

"Me dê" motivos para ler Resposta Certa do David Nicholls

Eu precisava desse desabafo, porque não acredito ser a única a ter esse sentimento com relação a esse livro, não pooode! E desculpem-me o borburinho de fundo, "alguém" deixou a tv ligada e muito alta!!! rs

21 de out. de 2010

Há dias em que ficar na cama é bem mais seguro...

Imagem: Camilla  d'Errico


Há certos dias em que não sair da cama é o mais seguro.
É seguro porque no mundo há maldade demais; bocas demais que se esquecem que elas existem também para soltarem palavras mais amenas, gentilezas. Que mãos são melhores quando afagam, ao invés de descerem fortes em um tapa.
Que um olhar amigo é muito mais bonito do que aquele olhar de zombaria, de crítica aguda como um punhal.
Há dias em que ficar na cama é bem mais seguro...

27 de jul. de 2010

Esfinge...



Há momentos que não sei se sou triste ou sou feliz... 
Chego à conclusão, às vezes, de que vivo meio que no vão desse muro onde cada lado é um extremo, e fico tentando perambular e me equilibrar por cima dele. Algumas vezes tropeço em meus passos desajeitados e escorrego pr'um lado qualquer. Muitas vezes dói muito, é um tombo duro, seco, sem nada que faça cessar mais rápido a dor, só mesmo o passar do tempo. Noutras a queda é suave como pluma, e há sempre asas que me seguram e brincam me fazendo sorrir e me sentir ainda mais leve que o ar.
Há sonhos e realidades que teimo em deixar passar, mas não sei se é uma teimosia proposital ou já arraigada a mim por muito errar. Mas se for por errar, é também uma forma de acertar, pois é errando que se aprende, ao menos é o que ouço tantas vezes. Mas o que escolher afinal?

Como manter-se no fino espaço de cima desse muro tão estranho, que não nos deixa escolher o lado certo a ficar?
Do que falo, afinal, em tão loucas e improdutivas palavras? Sei lá....
Se alguém decifrar, devora-me...

Patrícia Di Carlo, em texto e imagem

24 de jul. de 2010

Esmero



Admira-me a frenética busca do ser humano pela perfeição...
O que há no humano que justifique essa arrogância?
Para mim a perfeição é silenciosa, “imanifesta”...
E eu quero o que ri, a expressão do agir em imperfeita vida que grita. Quero e sou a santidade que chora, não o divino que silencia!


Patrícia Di Carlo
Imagem:Black & white Spider Awards 2006

8 de jul. de 2010

Vereador de Osasco diz que gays são doentes e dignos de dó



Meus amigos,
ser contra e lutar contra todo e qualquer tipo de prostituição é uma coisa, agora tratar da homossexualidade com deboche e como "doença"´é o fim.
Pensemos bem em quem queremos lá no alto comando, não repitamos os mesmos erros. É hora de darmos um basta em tamanha hipocrisia num país que é tão vasto em território como em cultura, raças, crenças e natureza.
Se você tem algum tipo de preconceito, ainda, lembre-se, ao menos, que todo ser humano tem direito à liberdade, liberdade de escolha de credo, de partido, de local para viver, de comer o que quiser e quado quiser, e, mais ainda de fazer sexo, amor, com quem quiser e com qual sexo achar mais aprazível! Aprendamos a respeitar ao menos os direitos BÁSICOS de nossos semelhantes, os SERES HUMANOS!

Patrícia Di Carlo, heterossexual, casada, e infeliz com a mente porca de milhares de preconceituosos pelo mundo à fora!

 

13 de mar. de 2010

Não foi dessa vez...


Well, sem muitas delongas, porque assim é mais indolor:
Infelizmente perdi o bebê que estava esperando. Estava de 2 meses e foi um aborto espontâneo.
Estou me recuperando bem, só muito triste, mas sabendo que Deus sabe o que faz.
A vida continua e vamos com ela, nos reorganizando, dando largas aos planos todos que temos, e, depois de tudo arrumado, faremos nova encomenda...
Aos poucos volto, ainda mais pra me ajudar a desanuviar.

11 de fev. de 2010

Um comentário apenas...

 

... é gostoso ler e repsonder aos comentários.
Gostaria de poder fazê-los mais a larga por aqui.

28 de jan. de 2010

Estou de volta!

Depois de uns dias paradas, a contra-gosto, com o blog, estou de volta e, o que é melhor, com a posse do que é realmente meu!
Depois de um problema de invasão em minha conta de e-mail e tentativa de usurpar o meu direito de usar o que é meu por direito e criação, consegui reaver o meu espaço, para continuar com o que sempre me propus.

Ainda peço aos amigos e leitores que se receberem algo em meu nome e que soe estranho, por favor, entrem em contato comigo diretamente e me diga, pra evitarmos qualquer e todo mal entendido.

E agora, como diz a minha querida Cacau: Vida que segue! ;oD

11 de set. de 2009

Dos erros...

Há dias, como alguns dessa semana, em que muita coisa grita em minha mente, e mais alto ainda do que diz respeito a mim mesma.
Tudo parece amalgamado, fica difícil até de tentar explicar pra mim mesma; por isso tento expor em palavras.
Sou humana, passível de erros, como todos, pois errar é uma intríseca condição de ser humano. É fato de fácil racionalização, mas sentir-se falível, são outros punhados.
Algumas pessoas tem um talento extraordinário para imbuir em nós o sentimento derrotista. Tem uma forma singular de nos apontar os erros que realmente cometemos, que tantas vezes me fazem pensar na possibilidade de ser esse apontamento (severo, rude, frio, arenoso) a verdadeira causa de muitos dos erros cometidos.
Seria essa uma forma simplista de tentar amenizar a culpa, a sensação de fracasso? Sim, pode até ser, não nego.
Ou quem sabe é realmente algum problema maior com relação à concentração, atenção, memorização...
Várias variáveis.

Em suma: tenho me sentido uma nulidade ultimamente, seja quais forem as verdadeiras razões.


Imagem: Princess of Shadows