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26 de fev. de 2014

Conversinha...





Depois de toda a sanha produtiva de janeiro, achei que fevereiro seria um mês ainda mais produtivo e cheio de leituras e coisa tal, mas não...  Muitas coisas legais aconteceram e outras continuam rolando nesse mês, mas há uma certa apatia, uma falta de movimento que me enlaça e não consigo me libertar dela. Não se parece em nada com um abraço apertado, mas me impede de mover-me como e quando quero. E essa certa imobilidade sempre me incomoda, pois há tanto a se fazer, ver, conhecer, aprender, ler, escrever e tão pouca vida... 
Mas  tudo bem, vai passar e em breve as coisas por aqui também mudarão...
Aguardemos, pois! ;o)


17 de out. de 2013

ausências...





Há algum tempo venho tentando calar essa história que não me sai da cabeça, e que se forma por causa da ausência de palavras ditas. É como se fosse uma folha em branco com palavras soltas, algumas frases organizadas, totalidades que se formam, mas que juntas nada definem. Tudo isso num rosto disfarçado de sorriso e respiração amena. Meu pensamento não se cala enquanto o que ouço são pios de corujas e um alarme de carro gritando, como se estivesse a girar, feito sirene. O verbo subentendido é quem mais me fala. Nele consigo encontrar todas as respostas, principalmente as que não quero, ainda mais quando me vejo banhada pelo escuro. O silêncio me mostra uma confusão de idéias e essa confusão não cala meu pensamento. Eu queria ao menos falar em lágrimas, mas não aprendi a chorar. Ou será que já chorei tanto que aprendi, sem perceber, a secá-las?...


Imagem: Jenni Holma


16 de mar. de 2013

Pensando O sentido de um fim...



Sim sim, leitura encerrada bem como as minhas notas, agora é só me decidir e ver o que sairá mais tarde: vídeo ou post!!
Aguardem!! ;o)


Ninfa



Ela apareceu antes de ontem aqui em casa, chegou assim, meio que na surdina, com seu arrastar verde e quietinha se instalou numa quina do banheiro... A vi á noite, durante a chuveirada e quase dei um grito, porque tenho agonia de lagarta, mas deixei ela lá, quietinha, apesar de todo seu tamanho. Acreditei que marido poderia tirá-la de lá quando visse... Não tirou! E hoje, a manhã no meu banheiro amanheceu assim, encasulada, silenciosa e trabalhosa, pupa...

Mais uma vez eu me convenço de que nada na vida é por acaso! ;)



6 de mar. de 2013

Dos desejos de criança...



Sabe aquele desejo de criança que nasce e que você continua alimentando dia após dia na esperança de que a qualquer momento o verá se realizar?
Pois é, ter uma máquina de escrever sempre foi o meu, desde criança, e que ainda alimento com a mesma esperança até hoje, nem que seja uma daquelas lindas olivettes de maletinha!!

Dizem que quem espera sempre alcança né, e como sou brasileira, uma hora  consigo a minha, ah se consigo! ;oD



2 de mar. de 2013

Um pouco de blá blá blá...



Há épocas em que entro num frenesi louco, faço zilhões de coisas ao mesmo tempo, concluo algumas, outras se perdem pelo caminho e muitas ficam de fora no aguardo, esperando que eu pare um pouco e olhe para elas com outros olhos.
Mas há outro em que tudo o que me move é a calmaria, a vontade de silêncios e de movimentos leves, suaves, como se caminhar não fosse mais preciso e o que certamente valeria a pena seria o farfalhar, como os das asas de uma borboleta.
O meu momento agora é este de leveza, vagareza e silêncios, algo um tanto quanto mais voltado pra mim e pra apreciação da brisa que sopra, como agora, enquanto escrevo, em meu rosto... É uma fase de pura observação, mas em que me permito também sorver de tudo.
Essa é a minha fase invernal, onde tudo o que preciso pra ser feliz e dormir em paz é ter meu amor por perto, um bom livro e uma caneca de chocolate quente que eu mesma faço e que não há melhor nesse mundo...



18 de abr. de 2012

Insomnia


Há tempos a insônia não vinha me fazer uma visita, e eu já nem mas sentia sua falta. Mas sempre senti das palavra s fáceis que acordavam em mim com sua chegada.
Hoje a mente não se aquieta e já nem sei mais se é por conta da insistente e lancinante dor de cabeça. Mas já não reclamo, ao menos algumas palavras novas me chegaram, como uma grata surpresa.
Palavras novas? É, podem até ser, mas  sua nascente já uma velha amiga, não posso negar!
Uma dessas novas palavras, se é que assim posso associar, me trouxe uma forte percepção: a maior parte da vida, da minha ao menos, é um verdadeiro monólogo. Muitas  vezes uma conversa imaginária, um destino certo, mas  sempre um monólogo.
Conversas e questões lançadas ao tempo, muitas  vezes esperando que a energia seja sentida no destino imaginado, já que a palavra será "para sempre" inaudita. Respostas  algumas  vezes me chegam como suave sussurro em minha mente, vindas  do inconsciente, do ego, espaço, sei lá, só sei que em algumas muitas  vezes têm uma absurda coerência!
Agora a batalha que travo é um tanto quanto moral: entre a minha, tantas  vezes julgada insana por mim mesma, e a católica, inúmeras vezes criticada e vista como certeira em muitas situações...
Coloco-me a pensar que a essa hora  eu poderia estar dormindo, ou aguardando o sono certo chegar, com a ajuda eficaz das 150mg diárias, mas  hoje eu prefiro o escoar dos pensamentos, a conversa caótica, da mesma forma como é certo os dias em que prefiro sangrar...

Imagem: Insomnia, by Luisa Möhle

13 de abr. de 2012

Inspiração

Imagem daqui


Buscando o que dizer, quase sempre me deparo com a folha em branco e me perco em ideias que burilam em minha mente inquieta, enquanto, em vão, tento organizá-las. Sou péssima com qualquer tipo de organização, admito! Tento, tento, e, muitas vezes, desisto antes mesmo de saber o que gostaria de escrever. Perdi o tino, errei na mão quanto ao tempo dado à entressafra dos meus dizeres? Tanto pode ser que sim, quanto não...
Mas o que sei é que quero novamente a prolixa insônia, mas dormindo bem; quero o fervilhar das ideias que transbordam do cântaro envelhecido da minha imaginação a escorre pelos meus dedos e grafando o papel vitral. Quero fazer de minhas letras palavras sensuais a cantarem o corpo em sinuosos desejos; adjetivar meus dias em branco e preto, sépia, grafitando na carne os sorrisos e as lágrimas.
Quero a dança lasciva da Musa a me embriagar a mente e poder me entregar a Ela cega de desejo até que os dedos estanquem dormentes...
Musa, aguardo teu beijo quente, mas não demores, pois já ando a sussurrar teu nome, em altos brados!

Patrícia Di Carlo

18 de jan. de 2011

Só por hoje...

Image by Monwee


Muitas vezes me flagro completamente surpresa por perceber que a vida é mesmo extraordinária! Em todos os sentidos possíveis e ainda mais no que julgo ambíguo.

Num momento vejo-me submergir num mar de situações que só trazem angústia, dor e certo desespero por não saber como fazer pra voltar à tona.
No momento seguinte, quando fecho meus olhos por um momento e sinto a noite me engolfar, percebo mãos fortes e cientes a me resgatarem, trazendo-me á tona novamente.

Meu peito arfa com um fogo que o queima por dentro, uma alegria que só a oração sentida saberia expressar com realeza. Tudo parece ficar mais claro, no entanto são só os meus olhos que vêm assim...
E tudo, à contragosto, volta a turvar-se...
Busco por imagens, sons, palavras que não são meus que possam calar o que grita aqui dentro, mas o silêncio foge de mim, e fico nesse calidoscópio de imagens borradas, sons dissonantes e frases que me chegam certeiras em alvos diversos.

Então procuro abrigo novamente entre as minhas palavras... E qual a surpresa em perceber que elas me conhecem tão bem!
Dão-me o real sentido de tudo o que sinto e ainda me sugerem o antídoto:

É certo que tem havido dias ruins, mas tudo passa...
E prefiro pensar que será só por hoje, pois quando paro e peso tudo, o saldo é sempre o mesmo: EU SOU FELIZ, mesmo que em dias assim esteja triste.








Música do momento: Northern Sky - Nick Drake

29 de dez. de 2010

Apenas conversando...


Uau.... há quanto tempo eu não venho aqui...
Sim, me espanto de verdade porque este sempre foi um lugar tão especial pra mim, não que  tenha deixado de ser, mas sei lá... Acho que, de certa forma, acabei me distanciando um pouco do que sempre fui e, também, do que me propus a fazer aqui.
E não, isso não é, definitivamente, um sinal de algo ruim.
É sinal de que as mudanças ocorrem, independente da nossa vontade e o desconhecido, por mais que assuste de início, pode ser muito bom, muito bom mesmo!


Engraçado... só agora, nesse exato momento em que digito [23:38 do dia 28/12/2010], que reparei o quanto senti falta desse meu espaço...
Mas é mais que isso, falta de fazer isso que faço agora: de conversar, deixar meus pensamentos escorregarem por meus dedos, e ver nessa tela meus sentimentos moldados em palavras que uso tantas  vezes sem nenhuma lógica, mas que faz toda a diferença pra  mim...
Ainda não sei dizer ao certo o que queria ou o que quero dizer, pois entrei aqui com um objetivo em mente tão diferente desse e cá estou, prolixa e totalmente sem nexo, mas me sentindo a pessoa mais certa desse momento!


E quer saber? É bom sentir-me assim novamente, é muito bom estar aqui com minhas palavras  tão carregadas de mim e nem sempre com sentido. É ótimo estar aqui muito mais presente do que em toda e qualquer poesia...


É bom fazer de hoje o meu natal e nesse blog que sempre amei, porque é muito mais do que uma parte de mim....


;oD