20 de jan de 2014

Eu me chamo Antônio - Pedro Gabriel




Acredito que não será exagero começar esse post dizendo que em "terras brasilis" não há quem não saiba ou que não tenha visto ao menos um dos muitos guardanapos cheio de charme e poesia do brasileiro Pedro Gabriel, que criou o Antônio para espalhar todo esse grafismo poético por aqui. E como eu já adorava as postagens dele e por acompanhar diariamente pela fanpage no facebook, fiquei louca por ter e poder chamar de meu, um exemplar do livro também!
E foi uma gratíssima surpresa quando eu o recebi de presente surpresa da linda e Sensual Michelle Gimenes, do blog Resumo da Ópera, com um marcador foooooofo da vida e um bilhetinho que é puro carinho! Obrigada mais uma vez, MiG!!! Amei!!! ♥ 



O Pedro Gabriel é africano e veio para o Brasil aos 12 anos de idade e aos 13 ainda não falava direito o português e é talvez por isso, como diz na orelha de seu livro, que tenha resolvido dar mais atenção e brincar com as palavras. Sempre ao sair do trabalho, a caminho de casa, parava no Bar Lamas, no Rio de Janeiro, onde mora, pra comer alguma coisa, espairecer ao final de um dia de trabalho e foi aí que começou a surgir seus guardanapos, nos minutos de espera entre um pedido e outro no balcão.



O livro é dividido em 10 partes, como se estivesse mesmo fazendo a "anatomia em versos" de um romance, mas a grande sacada do livro é que você pode lê-lo de forma totalmente aleatória, abrindo e escolhendo um guardanapo por dia, digamos assim, ou se ater, claro, ao romance em sua forma cronológica.


Além dos seus guardanapos e de seus grafismos, hoje não só mais em tinta preta, há também, no lívro, muitas fotografias bonitas que fazem coro às palavras desenhadas, e que, por muitas vezes serem tão mais densas, se apertam nas margens, o pedro teve a delicadeza de colocar, ao final do livro, uma legenda, por capítulos, de todos os guardanapos!!



Suas frases poéticas, nascem quase sempre de caminhadas do autor, onde, ao som de boa música ele passa, para e observa o movimento do mundo das pessoas e de si mesmo. Ainda, segundo ele, as palavras vão surgindo do nada, e ele as vai anotando no bloco de notas do celular, em papeis acumulados em seus bolsos e o que mais estiver a mão, pra só depois colocar as frases em seus devidos lugares e no guardanapo.


Além de ser direta, as frases poéticas do Pedro, ainda tem uma carga boa de humor fino, inteligente, uma certa melancolia que não é desconhecida de toda gente, é por isso que seus tantos e criativos trocadilhos continuam a nos encantar e a nos servir em algum momento parecido da vida.



[...]tornar as coisas fáceis é o resultado de muito tempo lendo bobagens, ouvindo piadas, catando referências em tudo. Você não pode nunca censurar suas bobagens! São elas que alimentam o raciocínio criativo, a velocidade de pensamento, o disparo de ideias… Claro que, depois, você precisa filtrar, ver o que presta, o que não presta e o que você empresta à poesia. Digo “empresta” porque você nunca se entrega totalmente à poesia, você precisa preservar um lado desconhecido, um lado seu: só seu!"



Eu gostei do livro, que será sempre um belíssimo trabalho gráfico, e seria uma delícia achar alguns desses em consultórios médicos, assim a espera seria mais leve, e a poesia poderia realmente mudar todo o foco do dia! ;oD

♥♥♥♥ 





Editora: INTRINSECA
ISBN: 8580574358
ISBN13: 9788580574357
Edição: 1ª Edição - 2013
Número de Páginas: 192
Acabamento: BROCHURA
Formato: 14,00 x 18,00 cm.




2 comentários:

Filipe Mafagafo disse...

Sabe que eu não dava nada pra esse livro... achava que era algum livro infantil! .__.

Mas me ganhou na hora com o "Leve-me, o mundo anda tão pesado"

Obrigado por mostrar esse livro Paty :D

Beijão ;)

Patrícia Di Carlo disse...

Filipe, ele é bem legal, ainda mais pra quando se está de bobeira pegar e ficar abrindo ao léu!! ;o)
Diverte, faz pensar e é um sopro de leveza! ;o)

Xerinhos, querido!! ♥