8 de abr de 2013

Resenha: O Feitiço de Áquila - Joan D. Vinge



“Nós voltamos exatamente ao ponto de partida dessa história Deus e eu gostaria de acreditar que existe nisso algum propósito superior… isso com certeza cairia bem para a sua imagem”


A vida tem horas que nos pede uma trégua, da mesma forma que tantas vezes sugerimos a ela que nos dê uma. E é nesses períodos de leveza que eu gosto de me entreter com uma estória simples, direta, cheia de romance, aventura, drama e uma doce certa de comicidade. Não sei se posso falar que hoje em dia seja fácil achar esses ingredientes reunidos em uma única obra, mas... é uma delícia quando o encontro.

Na década de 80 eu não desgrudava os olhos da telinha [telinha mesmo, uma tv de 20 polegadas, que era o loosho da casa!] quando sabia que o filme que embalaria a minha tarde seria Feitiço de Áquila, com a belíssima Michelle Pfeiffer, Rutger Hauer e Matthew Broderick.  Então imaginem o delírio da pessoa ao descobrir o livro! Dancnha da vitória e gritos de Eeeebaaa!!  foram poucos pela casa! rs

Acredito que não há ninguém que nunca tenha visto esse filme, por isso não falarei muito da história, já que o filme foi bem fiel ao livro, com raras alterações na história.

No século XII, uma cidade chamada Áquila, era governada por um bispo corrupto, libertino, extremamente vaidoso e grande apreciador dos valores materiais e que nutria uma paixão doentia pela bela Isabeau. Esta, no entanto, amava e era amada por Etienne Navarre, o capitão da guarda do bispo, um homem correto e honesto em seus sentimentos. Quando o Bispo descobriu a verdade sobre o amor dos dois, conjura uma terrível maldição sobre os amantes.

Dali por diante, Isabeau viveria como um belo falcão durante o dia, retornando à sua forma humana à noite, enquanto o capitão Navarre, por sua vez, permaneceria humano durante o dia, se tornando todas as noites um enorme lobo negro. Até que seus caminhos se cruzam com o do jovem ladrão Philippe Gaston, mais conhecido como O Rato, que consegue escapar da prisão de Áquila e é nele que Etienne vislumbra uma porta para adentrar de volta á Áquila e vingar-se do Bispo, colocando, assim, um fim à terrível maldição que o separa, no que tange á forma humana, de sua amada Isabeau.

Muitas são as aventuras que os três enfrentaram até o desfecho do livro. E, para quem viu o filme, é impossível não ir seguindo as imagens do filme enquanto vamos lendo, mas, nesse caso, não é ruim, porque as emoções são as mesmas, da mesma forma que as risadas são garantidas com as hilárias conversas entre Gaston e Deus!

A história é narrada com simplicidade, singeleza e respeita o correr do tempo. Os detalhes vão se encaixando na medida certa e o suspense sobre o Feitiço é muito bem mantido, claro, pra quem não viu o filme! Joane D. Vinge criou personagens fortes, mesmo os secundários, como o atual Capitão do Bispo, o frade franciscano e até mesmo os soldados. Etienne Navarre é o personagem que mais cresce ao longo da história. Já Philippe, o Rato, é o personagem mais apaixonante, inteligente, sarcástico, esperançoso e um mentiroso convicto, tanto que, nem mesmo ele sabe mais o que é verdade em sua vida, e nós também ficamos à mercê das suas mentiras. Isabeau, por sua vez, é  doce, otimista que ainda acredita nas pessoas e encontra em Gaston um amigo e intermediário entre ela e Navarre.

O Feitiço de Áquila é uma estória com uma boa dose de fantasia, com romance, drama, aventura e traços cômicos, como já falei, não é A melhor estória que já li, mas estará sempre me emocionando, porque faz parte do melhor do meu passado afetivo!


♥♥♥♥♥


Título: O Feitiço de Áquila
Autor: Joan D. Vinge
Versão em e-pub:  Livros do Exilado



4 comentários:

lualimaverde disse...

Paty, você está on fire com as leituras e resenhas, hein? Essa história também faz parte do meu passado afetivo e eu adoro os nomes dos personagens, cada um mais lindo que o outro! Beijinho, querida! =)

Elô disse...

Este filme fez parte de umz epoca da minha vida...que não tem preço lembrar!!! assisti muitas vezes...sonhei...e fantasiei muito com ele. Tenho até hoje em meus guardados. Valeu me fazer lembrar , zifia!! beijo grandeeee

Patrícia Di Carlo disse...

Lua, como estou de férias e não viajei, tenho um tempo a mais para escrevê-las. E olha que ainda tem resenha em atraso. rs

Xerinhos
Paty

Patrícia Di Carlo disse...

Elô, é bem um carinho sentimental mesmo, né. rs
Muito bom te ler por aqui, mãinha!

Xerinhos
Paty