4 de set de 2012

Resenha: A Culpa é das estrelas - John Green


“Em A Culpa é das Estrelas, Hazel é uma paciente terminal de 16 anos que tem câncer desde os 13. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.”


Há algum tempo que vinha pensando se me rendia ao apelo de ler um livro mega comentado, cheio de hiperbólicos elogios regados a sorrisos e lágrimas. Por que eu, como muita gente, fico meio que com o pé atrás quando acontece esse fenômeno em torno de um livro e tal. Mas resolvi comprá-lo quando aproveitei uma mega promoção no Submarino.
Mas não o li logo de cara, primeiro terminei de ler "A visita cruel do tempo"  e ainda cogitei se terminava a leitura de "Pelo mundo todo" ou se começava logo.
Comecei!

E o livro é sim, tudo o que ouvi falar e um pouco mais!!
É um drama, que tem humor negro, romance, aventura e tudo pra cair na malha fina de clichês que acabam mal trançados, mas não!!!! O livro termina com todas as amarrações certinhas, cada ponto no seu devido lugar e um avesso perfeito!

Logo de início somos apresentados a Hazel que é a voz constante do livro, uma menina bem humorada, inteligente, que descobriu um câncer aos 13 anos de idade e que, por uma espécie de milagre, um tratamento com um tipo de medicação, que não tinha surtido efeito na maioria dos pacientes de câncer, nela deu certo, não matando os tumores, mas parando o crescimento dos mesmo, lhe garantido mais algum tempo de vida. Vida essa que ela faz questão de viver como lhe convém, sem se fazer de vítima, estudando,  vendo seus programas de TV favoritos, relendo zilhões de vezes o seu libro preferido e frequentando um grupo de apoio, por imposição da mãe, que quer que a filha se socialize mais. E é nesse grupo de apoio que ela conhece Isaac e através dele, Augustus, um rapaz lindo, inteligente, e que não há quem não queira tê-lo como amigo! E é a partir da amizade desses dois jovens que o livro cresce e ganha mais força.

É claro que desde o início a gente sabe que esse será um livro cujo final não será feliz, ou ao menos aquela coisa de "... e foram felizes para sempre!", mas não se fala do câncer em sim, não há melodramas. O que há, realmente, é o desenrolar da relação de dois adolescentes que sabem que sua relação vai acabar em dor e perda pra um ou pro outro, e que fazem o melhor que sabem pra aproveitar o momento, mas tudo isso escrito de uma forma nada pedante.

Qualquer leitor não terá a menor dificuldade em acompanhar a leitura, que pode soar um tanto quanto existencialista, principalmente nos diálogos de Hazel e Gus, que falam sempre de amor, filosofia, da dor que sentem e da que, inevitavelmente causam e causarão aos que estão à sua volta.

Não há como falar de "A Culpa é das estrelas" sem ser prolixa, é um livro lindo, emocionante e que nos leva a repensar muitas coisas, a querer um casal assim, tão vívidos por perto. Não dá pra  ficar falando muito mais sobre esse livro, sem escorregar em algum tipo de spoiler. Esse é com certeza um livro muito bom, um excelente momento em meio a alguns dias muito ruins!!!
Leiaaaaammm!!!! ;oD


A Culpa é das Estrelas
John Green
Editora: Intrínseca
Gênero: Drama, romance
Páginas: 288

Livraria Cultura,
 Submarino,

3 comentários:

Thaíza Borghezan disse...

oi, vc convidou no google e eu vim conhecer seu cantinho.Muito bom, parabéns!
http://fotografandoreflexes.blogspot.com.br/

Pitaco Gastronômico disse...

Adorei o convite para visitar e gostei mais ainda do que vi por aqui! Parabéns! Depois da sua resenha, fiquei com vontade de ler "A Culpa é das Estrelas"
Beijos!

Eduarda Menezes disse...

Oi Paty!!
Não tenho dúvida de que esse livro seja ótimo, o meu problema com ele é na verdade porque eu sou extremamente mole com leituras do gênero e fico meio relutante em começar uma história quando sei que irei chorar litros rsrs
Pretendo ler o livro, porém. O autor parecer tomar um outro caminho e discutir sobre o tema (já muito abordado anteriormente) de um modo irreverente, com humor e até uma certa dose de alegria que geralmente não encontramos em relatos do tipo.
Sei que quando o pegar para ler provavelmente irei amar assim como todo mundo, mas por enquanto deixarei um pouquinho de lado.
Beijos!!