Falar que ler Jane Austen é um bálsamo para as minhas crises já é chover no molhado por aqui, bem como dizer que guardo suas obras para os momentos de carência de finais felizes, rs. E com Orgulho e Preconceito foi um pouco diferente; comecei a ler depois de ter sido muito motivada por algumas meninas do Grupo Vlogueiros e Blogueiros Literários Sensuais, mas diferentemente dos outros livros da Jane, a leitura desse não fluiu de cara, mas tudo por conta da minha edição, que é esta da Best Bolso e veio com muitos erros de português e de editoração. Mas a partir do momento que deixei de me aborrecer com os erros foi mais fácil penetrar nesse mundo que Jane Austen desnuda tão bem.
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19 de ago. de 2013
7 de abr. de 2013
Resenha: Razão e Sensibilidade - Jane Austen
Há situações e momentos em nossa vida que tudo parece dar errado, as nossas tragédias pessoais se sucedem, tantas vezes, numa profusão que nos deixa à beira de desacreditar de tudo o mais, inclusive do amor, da esperança e da felicidade. Eu havia decidido me afastar um pouco da literatura que me fizesse ter algum tipo de catarse, de reencontro com as minhas pequenas e grandes tragédias pessoais.
Permiti-me um período sabático, eu diria, onde a vida também me daria uma pausa...
Mas as coisas e a vida não funcionam assim, e quando você menos espera, uma parte ínfima de um enredo lhe faz transbordar, porque lhe remete bem ao cerne das suas fugas. Quando menos se espera, uma personagem lhe passa a perna e você mergulha de novo, e com ela, em toda a sua dor antiga e escondida.
É por isso que hoje não fujo mais, desisti depois que passei por livros como O Outro pé da sereia, do Mia Couto; Eu receberia as piores notícias de seus lindos lábios, do Marçal Aquino, O Sentido de um fim, do Julian Barnes; O Sonâmbulo Amador, do José Luiz Passos; e recentemente Teoria geral do esquecimento, do José Eduardo Agualusa. Porque nenhuma fuga adianta, as emoções surgem quando menos esperamos, independente de que estejamos com nosso corpo se defendendo ou não.
E como toda boa romântica, eu sempre busquei refúgio em finais felizes, porquê não? Mas ao mesmo tempo nunca gostei de romances melosos, e quando conhecei Jane Austen adentrei no meu paraíso particular de recuperação emocional! Jane é considerada uma das personalidades literárias mais influentes da Inglaterra, depois, apenas, de Shakespeare! Tanto que esse ano seu romance Orgulho e Preconceito completa 200 anos de publicação e foram feitas milhares de homenagens em toda Inglaterra e pelo mundo.
Toda a obra de Jane Austen se centra em aspectos cotidianos e aliados à vida real; é uma comédia de costumes, onde ironiza e critica a sociedade de costumes da época e ainda trazem uma mensagem instrutiva, sempre falando do bom comportamento. Seus personagens crescem e amadurecem ao longo da obra, adquirindo o que mais precisam, seja em termos morais e até mesmo materiais.
Em Razão e Sensibilidade, ou Razão e Sentimento, Jane nos contará a história de duas irmãs: Elinor e Marianne Dashwood que são jovens, bonitas, inteligentes, instruídas e totalmente diferentes uma da outra no que tange aos sentimentos, à exposição dos mesmos e como reagem às situações impostas pela vida.
Após a perda do pai as meninas e a mãe, além de uma irmã caçula, vêm-se à mercê da boa vontade do irmão mais velho e filho do primeiro casamento do Sr. Dashwood, e do egoísmo e mediocridade da cunhada. Acabam deixando a propriedade onde nasceram e que tanto amam, e vão viver num pequeno chalé que alugam de um primo da Sra. Dashwood.
Elinor se descobre apaixonada e correspondida ainda em Norland, enquanto Marianne só descobre a paixão depois da mudança. Ambas não falam claramente sobre o que sentem, mas cada uma se expressa e demonstra esse amor e paixão de maneira totalmente diferente. Enquanto Marianne é totalmente arrebatada pelas sensações e pelas artes, e se deixa vislumbrar em toda essa clareza, é ainda imparcial e falta-lhe polidez ao lidar com as pessoas quando essas não correspondem às suas altas expectativas; já Elinor é comedida, sempre tem um olhar voltado ao bem estar do outro, é a mulher mais racional da casa, apesar dos seus parcos 19 anos, além de ser totalmente diplomática.
Tudo em Razão e Sensibilidade é sutil, apesar de acharmos algumas coisas óbvias, como o próprio título, ao tentarmos encaixar as irmãs nele. Mas tanto a razão quanto a sensibilidade, a meu ver, permeia todas as personagens, e o que as diferencia é justamente na demonstração desses sentimentos.
E mais uma vez Jane Austen me eleva, me conduz a esse meu paraíso, mas não sem antes me fazer recordar do quanto já estive Marianne e o quanto de Elinor há hoje em mim.
Jane será sempre meu porto feliz para dias de chuva e tempestades emocionais! ;oD
♥♥♥♥♥
E pra quem não resiste a um bom filme, fica a dica do excelente Razão e Sensibilidade, dirigido por Ang Lee em 1996, com Emma Thompson, Kate Winslet, Hugh Grant.
Título: Razão e Sensibilidade
Autora: Jane Austen
Editora: BestBolso
Número de páginas: 399
24 de dez. de 2012
Entre Pontos e Vírgulas #2 - Emma - Jane Austen
ATENÇÃO: Esse vídeo tem como objetivo o debate da obra Emma, de Jane Austin, com isso, tenho que informar que spoilers aparecerão ao longo do mesmo.
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