22 de ago de 2012

Lançamento para os que amam Caio Fernando Abreu


A Vida Gritando Nos Cantos - Caio Fernando Abreu 


Acaba de sair a belíssima edição do livro de crônicas A vida gritando nos cantos, que abre a reedição de toda a obra de Caio Fernando Abreu na Editora Nova Fronteira.
De 1986 a 1996, ano de sua morte, Caio Fernando Abreu escreveu mais de cem crônicas. Com apresentação do professor e estudioso Ítalo Moriconi, os textos transitam em torno de temas sempre presentes na obra do autor, como amor, morte, política, sexualidade e solidão. Os textos incluem reflexões sobre Caetano Veloso, Maria Betânia e John Lennon ao mesmo tempo em que abordam a existência atribulada e sufocante nas grandes cidades. Caio discute ainda sobre os conturbados relacionamentos contemporâneos e a rotina estafante nas redações.


Nota Editorial:

Caio Fernando Abreu é considerado por muitos um dos autores de maior expressão das décadas de 1970 a 1990. E não é para menos. Embora ele próprio tenha exclamado, em carta ao ami­go José Márcio Penido, “Meu Deus, como sou típico, como sou estereótipo da minha geração”, o que escreveu não é absoluta­mente datado. Seus contos, crônicas, romances, poemas e pe­ças de teatro transitam por temas altamente atuais, ao mesmo tempo que abordam questões universais, atemporais. Não é à toa que a cada dia vêm ganhando novos fãs, das mais variadas idades, seduzidos por suas ideias e ideais.

Pensando nesse público renovado, a Nova Fronteira apre­senta agora este A vida gritando nos cantos, uma coletânea de crô­nicas inéditas em livro, publicadas no jornal O Estado de S. Paulo entre 1986 e 1996. Elas gravitam em torno de temas como amor, morte, política, sexualidade e solidão, segundo a ótica e a dicção inconfundíveis de Caio Fernando Abreu, ou apenas Caio F. — como ele assinava esses seus textos.

As crônicas que compõem esta antologia foram garimpa­das no periódico paulista pelas pesquisadoras Liana Farias e Lara Souto Santana, a quem agradecemos pela dedicação e pelo entu­siasmo com que colaboraram para a realização deste projeto edi­torial. A apresentação do volume ficou a cargo de outro estudioso do escritor gaúcho, o professor Italo Moriconi, que prontamente aceitou nosso convite e nos brindou com o belo texto de abertura.

Para dar unidade ao livro, só faltava então batizá‑lo, dan­do‑lhe um nome forte e impactante como a literatura de Caio. E eis que em meio às crônicas lá estava, gritando num canto de parágrafo — no texto intitulado “Querem acabar comigo” —, esse período tão expressivo, tão revelador de uma angústia das mais contemporâneas (a da falta de tempo), pronto para dar título a este volume que inaugura a reedição das obras de Caio Fernando Abreu.

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