21 de jun de 2012

Eu Poético: Submisso desejo

Magnus Blomster



meu corpo, tal qual hortelã,
estende-se, submisso, no quarto
desocupado onde ainda crepita o
calor dos lábios e o atalho das línguas...

a lacuna deixada pela falta do teu
arde, em covarde possessão, no
triângulo do meu corpo, que, felino,
quer roçar no teu jeito manso,


enxotar o demônio da culpa,
acabar com a usura de tua carne,
preencher esse vazio com teu goso
sorvendo-me inteira...




Patrícia Di Carlo
Imagem: Magnus Blomster


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